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  • 17/06/2026
  • Por Fatima Noronha é Wealth Planner com mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro e de capitais. Desde 2005, ministra treinamentos e palestras para investidores, além de cursos preparatórios para os principais exames de certificação do mercado financeiro: Anbima:CPA, C- Pro R e C - Pro I (antigas CPA10, CPA20 e CEA); CFG Ancord: AI (Assessor de Investimentos) e PQO Planejar: CFP CNCI: APIMEC Já treinou mais de 10 mil alunos presencialmente!

COPOM - 17/06/26

Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, em uma decisão alinhada à melhora recente do cenário de inflação, mas ainda com tom de cautela. O comunicado reforçou que o Banco Central segue atento aos próximos dados e não sinaliza afrouxamento acelerado da política monetária.

 O corte foi motivado por sinais de alívio na inflação, que estão se aproximando mais do centro da meta estabelecida pelo Banco Central. O ambiente externo também apresentou algumas melhorias, com menor pressão sobre o câmbio e expectativas de inflação mais contidas. No entanto, o comunicado do Copom manteve um tom de cautela, reforçando que o Comitê segue vigilante com as expectativas inflacionárias e não compromete um ritmo acelerado de futuros cortes. Comunicação do Copom e tom do comunicado O comunicado desta reunião apresentou um tom mais duro em comparação às anteriores, com linguagem que sinaliza maior vigilância sobre a inflação futura. Alguns analistas apontam que essa comunicação endurecida pode refletir preocupações com a desvalorização do câmbio recente e seu impacto potencial nos preços internos. Houve também ruído na comunicação da diretoria do Banco Central, com cerca de 847 palavras no comunicado do Copom — significativamente mais do que o Fed (Banco Central dos EUA), que usa apenas 140 palavras para mensagens claras. Esse ruído pode afetar a credibilidade do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que parece tentou sinalizar que ainda há espaço para reduzir a Selic na próxima reunião, mas sem comprometer um ritmo definido. Perspectivas para o futuro O Copom deixou a decisão de janeiro de 2027 em aberto, dividindo as apostas do mercado sobre se haverá corte de juros já no início do próximo ano. Algunos analistas trabalhavam com a possibilidade de redução já na "largada de 2026", mas o tom mais cauteloso do comunicado sugere que o Comitê pode adotar maior vigilância antes de comprometer novos movimentos. Impacto para o mercado e economia * Mercado financeiro: A decisão foi alinhada às expectativas predominantes, com a Selic em 14,25% ainda em patamar que mantém a política monetária restritiva * Câmbio: A comunicação mais dura pode impactar o real, dependendo da evolução das expectativas * Credibilidade do BC: O ruído comunicativo preocupa analistas sobre a clareza da sinalização de política monetária No geral, o Copom confirma a continuidade do ciclo de cortes, mas com ritmo moderado e linguagem que reforça a atenção às prochainebadah inflação e expectativas.